domingo, 15 de novembro de 2009

PARABÉNS AOS QUE POSTARAM! ALGUMAS POSTAGENS TIVERAM FEED BACK MUITO POSITIVO!


Literatura pode ser definida como a arte de criar e recriar textos , de compor ou estudar escritos artísticos; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras.
A palavra Literatura vem do latim "litterae" que significa "letras", e possivelmente uma tradução do grego "grammatikee". Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Iracema - José de Alencar

Iracema

Lenda criada por Alencar, Iracema explica poeticamente as origens de sua terra natal. A 'virgem dos lábios de mel' tornou-se símbolo do Ceará , e o filho, Moacir nascido de seus amores com o colonizador branco Martim representa o primeiro cearense, fruto da integração das duas raças.Em Iracema, a relação amorosa entre a jovem índia e o fidalgo português Martim, domina toda a obra.Toda a força poética do livro advém dessa relação amorosa; o demais, a saber, a natureza , a bravura selvagem, a lealdade do índio etc.., são elementos já tratados em O Guarani e posteriormente em Ubirajara. Por outro lado, a ação é reduzidíssima, o que dá ao livro um notável espaço lírico de que se valeu Alencar para escrever sua obra mais poética: a desorientação inicial de Martim, jovem fidalgo português, que se perdera nas matas; o surpreendente encontro com a jovem índia; a hospitalidade do selvagem brasileiro; o ciúme do guerreiro; o amor entre os representantes das duas raças: Iracema e Martim; a nostalgia de Martim por sua terra natal, suas viagens e a tristeza de Iracema com a mudança inesperada de seu amado; o nascimento de Moacir, filho de dor, e a morte de Iracema... Essa é praticamente a síntese da fábula do livro.

Resumo da obra
Iracema , a virgem tabajara consagrada a Tupã, apaixona-se por Martim, guerreiro branco inimigo dos tabajaras. Por esse amor abandona sua tribo, tornando-se esposa do inimigo de seu povo. Quando mais tarde percebe que Martim sente saudades de sua terra e talvez de alguma mulher, começa a sofrer. Nasce-lhe o filho, Moacir, enquanto Martim está lutando em outras regiões. Ao voltar, ele encontra Iracema prestes a morrer. Parte, então com o filho para outras terras.Destaca-se, nesta obra , a linguagem bem elaborada de Alencar. O estilo é artisticamente simples, procurando recriar a poesia natural da fala indígena, plena de comparações e personificações, o que dá ao livro as características de um verdadeiro poema.

Iracema foi publicado em 1865, num período em que a literatura nacional procurava firmar sua autonomia diante da portuguesa. José de Alencar se imbuiu desde seus primeiros escritos no projeto romântico de criação de uma linguagem literária própria e que pudesse estar à altura de produção romanesca européia, sem trair a cor local, sua raiz e tradições.
A exemplo do romantismo europeu, que procurava pesquisar suas raízes culturais e históricas, Alencar fez o mesmo em relação ao Brasil, e, voltando-se para o período de colonização da terra, realizou uma real pesquisa etimológica (origem das palavras) do tupi.

Somada à pesquisa linguística, o autor empreendeu também pesquisa histórica para compor com maior fidelidade o séc. XVIII, em que ambientou a tragédia história de Iracema; recorreu a alguns personagens reais como o Poti e português Martim, este que foi de fato um dos primeiros colonizadores do Ceará. O compromisso com uma argumentação histórica era necessário ao projeto romântico, afinal ambicionava-se reconstruir o passado nacional e exaltá-lo; quando os europeus voltavam-se para Idade Média, o Brasil recapitulava sua colonização e para tal carência de informações que a sustentasse, ainda que o lirismo e a fabulação estivessem acima do historicismo, afinal tratava-se de literatura.

Os feitos de Alencar não foram pequenos em Iracema e não é exagero afirmar que ele logrou muito do que buscava desde do seu ensaio de 1850. Aprofundando-se na língua tupi, ampliou a perspectiva na língua romanesca, literariamente fundou uma identidade nacional, e uma perspectiva da colonização do Brasil e da América que até hoje não pode ser descartada.

José de Alencar

O cearense Jose de Alencar (1829-1877) foi o mais importante romancista da fase romântica, social-urbanos e históricos, . Formou-se , em Direito e atuou como jornalista, além de ter sido eleito deputado por duas vezes. Em 1868 e 1870, ocupou o cargo de ministro da Justiça.
Como escritor, escreveu romances indianistas, regionalistas, social-urbanos e históricos. Escreveu também peças de teatro, como a Mãe e o Jesuítas, e diversas crônicas.
Foi como o romance indianista que Alencar ganhou projeção nacional. Obras como O guarani, Iracema e Ubirajara, deram-lhe a oportunidade de rediscutir, reavaliar e traçar um painel paisagístico de rara beleza de nosso país.
Alencar buscava inspirações nos grandes cavaleiros medievais europeus para dar forma a seu erói – no caso, o indígena -, como o personagem Peri, de O Guarani. Não via meio mais eficaz do que em comunhão com a natureza.
Fontes

http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/iracema.html
ALENCAR, José de – Iracema. Comentários e notas Luciana Miranda Penna. Série Lazuli Clássicos
Apostila 3º volume, 1ª série do Ensino Médio

Alunas:
Bárbara Ambrósio Nº4
Loana Matu Nº18
Maria Paula Arruda Nº22 - 1º E.M.

A moreninha - Joaquim Manuel de Macedo



A história conta sobre Augusto, rapaz que aposta com amigos ( incluso Felipe ) que não ficaria apaixonado por mais de 15 dias por mulher alguma, sua pena ( em caso de perda) será a de escrever um romance para estes amigos.

O romance A moreninha é o fruto desta aposta (há aqui um exercício de metalinguagem)

Augusto é estudante e colega de Felipe, cuja irmã é Carolina.

ugusto quando criança jurou amar eternamente uma menina cujo nome ignora e fica inconstante em seus amores, até que conhece Carolina, pela qual se apaixona e persegue.

Quando no final ficam noivos, ela primeiro manda-o casar-se com sua amada de infância e depois revela ela ser esta amada.

O livro é um exemplo clássico do Romantismo, tendo sido seu primeiro exemplo brasileiro.

Ele gira em torno de sua heroína perfeita e seu herói que luta para ter o amor desta e os obstáculos para sua realização, no caso a promessa infantil.

Também são bem representados os costumes do Rio de Janeiro da década de 1840 e a classe dos estudantes, da qual Macedo fazia parte na época da escrita do livro.

A obra de Macedo apresenta todo o esquema e desenvolvimento dos romances românticos iniciais: descrição dos costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, estilo fluente e leve, linguagem simples, que beira o desleixo, tramas fáceis, pequenas intrigas de amor e mistério, final feliz, com a vitória do amor.

Com esta receita, Macedo consegue ser o autor mais lido do Brasil em seu tempo.

Macedo foi, por excelência, o escritor da classe média carioca, em oposiçào à aristocracia rural.

Sua pena tinha o gosto burguês; seus romances eram povoados de jovens estudantes idealizados, moçoilas casadoiras, ingênuas e puras e demais tipos que perambulavam pela agitada cidade do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TRABALHO DE LITERATURA: Álvares de Azevedo

Noite na Taverna


Autor:
Nome: Manuel Antônio Álvares de Azevedo;
Cidade: São Paulo;
Nascimento: 12 de Setembro de 1831;
Morte: Rio de janeiro, 25 de abril de 1852


Informações Sobre o Autor:
Período literário: segunda geração romântica (Ultra-Romântica, Byroniana ou Mal-do-século);
Contribuição Para a Literatura: escritor, contista, dramaturgo, poeta e ensaísta Brasil;
Autor de: Noites na Taverna (1855)


Noites na Taverna:
Características da obra:
Amor: histórias macabras de paixões que não deram certo;
Morte: crime e violência. Em todos os capítulos há o tema da morte por amor;
Bebida: ao se lembrarem das dolorosas lembranças, as personagens vão se embriagando; com isso parte de sua dor é suavizada;
Citação: “É preferível morrer por amor que viver sem ele.“
Cada capítulo é um conto, onde o protagonista delira sobre um grande amor.


Roteiro da Obra:

A seguir, uma rápida síntese sobre cada um dos capítulos que a obra apresenta


I Uma Noite do Século
As personagens estão em uma taverna, embriagando-se e contando histórias sobre trágicas paixões e romance antigos. Cada uma delas acaba, de forma geral, contando o que acham do amor, mas de forma muito superficial;

II Solfieri
2º capítulo: durante a noite, um homem encontra uma mulher chorando e a segue até o cemitério. Passado um ano, ele a encontra em um caixão dentro de uma igreja e tenta reanimá-la, pois percebeu que ela não estava morta. Ele a leva para sua casa, mas ela morre dois dias depois de uma febre alta.

III Bertram
3º capítulo: Um homem se envolve com uma espanhola, mas ela o deixa e depois de ser atropelado por uma família, tal homem conhece uma menina de 18 anos por quem se apaixona e fogem, mas ele a vende para um pirata em um jogo de cartas.
Quando está na Itália, resolve se matar, mas é impedido por um marinheiro. Ele passa algum tempo em um navio, onde se envolve com a mulher do capitão.
Ocorre um ataque pirata e depois que ambos os navios afundam, o narrador, o capitão e sua mulher e mais dois marinheiros se salvam. Com a falta de alimentos, decidem que quem morrer primeiro servirá de alimento para os outros.
No fim, os únicos que sobram são a mulher do capitão e o narrados. O último pedido dela para ele é que ele dê a ela um último momento de amor com ele, mas ele a sufoca por temer a morte.


IV Gennaro
4º capítulo: um aprendiz de pintor se apaixona pela esposa do mestre e é amado pela filha dela, Laura. Quando ele a engravida, ela o propõe em casamento, mas ele se esquiva e ela morre de depressão, assim como a criança em seu ventre.
O pai não sabe de nada e enquanto fica no quarto da filha, sua esposa faz amor com o aprendiz.
Quando descobre, tenta matá-lo, mas sua tentativa falha e quando o ex-aprendiz volta para a casa – para se desculpar e se vingar –, descobre que a mulher e o mestre estão mortos.

V Claudius Hermann
Ele é um apostador de cavalos que vê pela primeira vez a duquesa Eleonora, por quem se apaixona. Os dois se encontram novamente no teatro e ele a segue por uma semana, querendo possuí-la.
Uma noite, ele suborna um criado que lhe deixa ficar uma hora na casa da duquesa e também lhe dá a chave do quarto. Ele a deseja tanto que coloca um sedativo em seu vinho e aproveita-se dela, voltando várias vezes.
Em uma dessas noites, o marido da duquesa bebe um pouco de vinho. Claudius estava decidido a matá-lo, mas muda de idéia e sequestra a duquesa.
Quando chegam a uma estalagem, ela acorda e ele lhe conta tudo, forçando-a a ficar com ele. Ela, sem opções, aceita.
Alguns dias depois, quando Claudius chega em sua casa, depara-se com a cena da duquesa e seu marido mortos em sua cama.

VI Johann
Johann estava jogando bilhar com Arthur, seu adversário, e estava perdendo. Na sua última tentativa, Arthur bate na mesa e faz com que Johann perca.
Muito irritado, ele desafia Arthur para um duelo até a morte. O desafio foi aceito. Os dois partem para um hotel onde pegam suas armas e escrevem dois bilhetes. Vão para uma rua mal iluminada.
Ao atirarem, Arthur cai e entrega seu bilhete, com o endereço de sua mãe e outro com o da amante, com um anel para o último. Johann decide se passar por Arthur em seu encontro marcado.
Ele dorme com a amante, e quando vai embora pela manhã é atacado por um vulto. Após ambos rolarem escada abaixo, Johann mata o vulto, mas ao se arrastar para a luz, descobre que o vulto na verdade, era seu irmão a amante com quem ele dormiu, sua irmã.

VII Último Beijo de Amor
Todos estão dormindo na taverna, eis que entra uma mulher vestida de preto com uma lanterna na mão. Quando ela vê Arnold, tenta beijá-lo, mas quando se depara com Johann torna-se sombria. Ela enfia um punhal que trouxe consigo nele e limpa seus dedos ensanguentados no cabelo do ferido.
Ela vai até Arnold e ele desperta. Ele vê que a pessoa que está a sua frente é a irmã de Johann, mas também é uma prostituta conhecida como Giorgia. Arthur se lembra do tempo do duelo e também de sua recuperação no hospital. Pede a Giorgia que fique com ele, mas ela fala que é tarde demais e pede-lhe apenas um beijo de despedida, pois vai morrer.
Ela leva Arnold até o corpo de Johann e diz que o matou por ter sido desonrada por ele, seu próprio irmão. Arthur cobre o rosto enquanto Giorgia cai no chão. Arthur aperta o punhal em seu peito e cai sobre ela sufocando os dois gemidos de morte.

Referências:

http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/n/noite_na_taverna
http://pt.wikipedia.org/wiki/Noite_na_Taverna
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTTio1zQZxz2-Suhv5zW1ad5kz5O075j3M9g7YjYlgZ-FGmJMn_EBsQ36hyI2XBzWDbP10xljZve7rle7AIcf3YvTehpHXMyS58s_ZeOc6Ld_sXoH6TBbVBSb6Io_a70KzU2YJQ46GNdM/s400/alvares-de-azevedo1.jpg


Integrantes do Grupo:
Clara Ferreira, nº 7 – 1º EM
Carolina Romera Bonadio, nº 33 - 1º EM
João Renato Romera Bonadio, nº 34 - 1º EM

O navio negreiro - Castro Alves

Antônio Frederico Castro Alves
Nasceu em 14 de março de 1847, na Fazenda Cabaceiras, em Curralinho,hoje Castro Alves,na Bahia. E faleceu em 6 julho de 1871, aos 24 anos.
O poeta dos escravos
Foi o principal e mais popular representante do estilo romântico que predominou na poesia brasileira entre 1850 e 1870. Estilo que foi denominado Condoreiro pelo poeta e historiador Capistrano de Abreu.
O condoreirismo
É caracterizado por uma poesia retórica,em que se destacam os temas sociais e políticos, principalmente a defesa da Abolição da escravatura e a apologia da república.
O Navio Negreiro
No poema retrata o horror da vida dos escravos,nos navios negreiros que o traziam para o Brasil.
No autor conta a história dos escravos como se fosse um telespectador, que assistira tudo de uma águia,chamada albatroz que voa alto e percorre grandes distancias sem esforço.
“ Ontem a Serra Leoa, A guerra, a caça ao leão, O sono dormindo à-toa, Sob a tenda da amplidão...Hoje o porão negro,fundo,infecto,apertado,imundo,tendo a peste por jaguar...” (5º parte)
Neste trecho, ele visualiza desde da captura desses negros até a chegada ao seu cativeiro,suas vidas antes de serem capturados, mostra que eles também tinham sonhos, e eram felizes, e da indignação de serem tratados como animais sem a minima dignidade.
Castro Alves faz com que o leitor tenha a impressão que esta viajando junto com o albatroz e visualizar a alma dos negros que foram tão maltratados neste navio, e nos faz ver o quão nossa pátria foi injusta com os negros, tirados de seu pais, de sua família, para serem explorados em um lugar desconhecido, o Brasil.
O poema “O Navio Negreiro” é composto de 6 partes, e retrata a vida dos escravos de Serra Leoa, foi escrito no ano de 1869, quando o autor tinha 22 anos de idade, foi declamado pela primeira vez no dia 7 de setembro de 1868, numa comemoração da Independência do Brasil.

Créditos
Anna Clara Rodrigues nº 31
Rafael Braiani nº 30
Fonte
Livro , Espumas Flutuantes
Foto: wikipédia
Casimiro De Abreu -As Primaveras

Assim, as minhas – Primaveras – não passam de um ramalhete das flores próprias da estação, – flores que o vento esfolhará amanhã, e que apenas valem como promessa dos frutos do outono.Rio – 20 de Agosto – 1859.

As Primaveras escrito por Casimiro de Abreu, foi lançado em 7 de Setembro de 1859, com ajuda financeira do pai, embora este fosse avesso às tendências literárias do filho. O sucesso varreu o país como vendaval, sendo aclamado por alguns e criticado por outros, mas até hoje é o símbolo poético da Saudade.Trata-se de uma coleção de poesias melancólicas e sentimentais pela maior parte, em que há uma grande simplicidade na forma se alia um sentimento apaixonado e veemente.
Casimiro de Abreu viveu pouco a temporada de glória, porque os sintomas da Tuberculose se agravaram falecendo em 18 de outubro do ano seguinte, com apenas 21 anos.

Poesias que demonstram saudade : CANÇÃO DO EXÍLIO.

Eu nasci além dos mares:Os meus lares,Meus amores ficam lá!– Onde canta nos retirosSeus suspiros,Suspiros o sabiá!
Oh que céu, que terra aquela,Rica e belaComo o céu de claro anil!Que seiva, que luz, que galas,Não exalasNão exalas, meu Brasil!
Oh! que saudades tamanhasDas montanhas,Daqueles campos natais!Daquele céu de safiraQue se mira,Que se mira nos cristais!
Não amo a terra do exílio,Sou bom filho,Quero a pátria, o meu país,Quero a terra das mangueirasE as palmeiras,E as palmeiras tão gentis!
Como a ave dos palmaresPelos aresFugindo do caçador;Eu vivo longe do ninho,Sem carinho;Sem carinho e sem amor!
Debalde eu olho e procuro...Tudo escuroSó vejo em roda de mim!Falta a luz do lar paternoDoce e terno,Doce e terno para mim.
Distante do solo amado– Desterrado –A vida não é feliz.Nessa eterna primaveraQuem me dera,Quem me dera o meu país!
Lisboa –– 1855

As Primaveras falam de poesias onde existe uma saudade de quem fica distante do lugar amado -''Um dia – além dos Órgãos, na poética Friburgo – isolado dos meus companheiros de estudo, tive saudades da casa paterna e chorei.''

Felipe Gimenes Capuci nº 9
Marcelo Oliveira Lima Lopes nº 21